Violino

Nascida a 22 de junho de 1995, na freguesia de Campo Grande, em Lisboa, Catarina Barreiros foi aluna da Academia de Música de Santa Cecília (AMSC) de 1997 a 2013. Toca violino desde os 8 anos de idade. Enquanto aluna da AMSC, estudou com o professor Denys Stetsenko e concluiu o 8o grau de violino com elevada classificação. No Ensino Secundário, também frequentou o Curso de Ciências e Tecnologias além do Curso de Música. Integrou por diversas vezes o Quadro de Honra da Academia (Académico e Musical). Foram várias as ocasiões em que foi selecionada para representar a sua Academia em diversas cerimónias, tocando violino. Em 2010, foi selecionada para tocar a solo na Audição Final da AMSC, na Aula Magna, para uma plateia de mais de 1500 pessoas. Em 2009, ganhou o 2o Prémio na 3a edição do concurso para Jovens Intérpretes, Prémio José Augusto Alegria, na modalidade de Violino; em 2010, obteve o 1o Prémio no Escalão D no Concurso de Ourém e Fátima e em 2012 o 2o prémio no Escalão F do mesmo Internacional Cidade do Fundão. Participou em master classes de violino com professores como Aníbal Lima, Roberto Valdés, David Lefèvre, Khatchatour Amirkhanian, e Mariana Sîrbu, entre outros. Para além de tocar violino, também participou em diversas atividades artísticas relacionadas com o canto. Com 8 anos, cantou como solista na peça “À Procura de um pinheiro”, sobre a qual a escola produziu um CD. Fez parte do Coro de Câmara (coro da escola onde são selecionados os melhores cantores da mesma) de 2005 a 2010, a partir do qual foi escolhida para gravar um CD com músicas de Lopes Graça e para integrar o coro escolhido dentro do Coro de Câmara para realizar uma digressão a Itália no Natal de 2005, cujo concerto contou com a presença da orquestra de câmara I Solisti Veneti e direção de Claudio Scimone. Com o Coro de Câmara, cantou a 3a e 8a sinfonias de Mahler e a Paixão Segundo S. Mateus de Bach no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian, com o Coro e Orquestra Gulbenkian, tendo sido dirigida por Lawrence Foster. Colaborou no CD produzido pela sua mãe, Hoje Naveguei Mil Oceanos, editado pelas Paulinas. Atuou, como solista e atriz, no espetáculo Vamos Fazer Uma Ópera!, de Benjamin Britten, encenado pelo ator e encenador Paulo Matos e dirigido pelo maestro Osvaldo Ferreira, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, no qual teve também pequenas intervenções a tocar violino e fez parte do primeiro elenco de solistas. Participou também na ópera Jeremias Fischer, que estreou em Portugal no CCB no dia 1 de janeiro de 2010. Teve aulas de canto lírico com a professora Marina Ferreira durante 3 anos, no Ensino Secundário, na AMSC. No Inverno de 2012, participou como solista em violino e canto num concerto organizado pela Academia de Música de Santa Cecília, Concerto de Natal, transmitido pela Antena 2, na Igreja de Santa Catarina, em Lisboa. Interpretou o concerto para dois violinos, de Bach, o dueto Laudamus te e a ária Domine Deus a solo, entre outras peças, como o Noite Feliz e Joy to the World. Foi selecionada para cantar a solo com um pequeno grupo de música de câmara na Audição Final em maio de 2012. No mesmo ano, em dezembro, voltou a cantar a solo no Concerto de Natal, desta vez como Soprano no quarteto de solistas da Missa Brevis em Ré menor, de W. A. Mozart. Em outubro de 2013, interpretou o papel de Dido da ópera Dido e Eneias, de Purcell, em versão concerto. Foi soprano do Ensemble Vocal da AMSC, com o qual participou em diversos concertos e, nomeadamente, numa digressão à Ilha da Madeira para participar no Festival de Órgão da Madeira juntamente com o organista Rui Paiva. Descobriu a sua paixão pelo piano quando aprendia o acompanhamento dos concertos para violino que tocava quando era mais nova. Começou, então, a ter aulas em 2010 com a professora Ana Marques, na AMSC, tendo terminado o 3o grau com 18 valores. Executou obras como a Sonata ao Luar de Beethoven (1o andamento) e uma Mazurka de Chopin (Op. 17, no. 4). Teve masterclasses de piano com os professores Ana Telles e Fausto Neves. O seu interesse pela composição foi despertado aquando do 2o ano de Análise e Técnicas de Composição (ATC), com o professor Filipe Raposo. Terminou esta disciplina em 2013 com a classificação de 19 valores. Estreou-se em 2010 com a sua primeira peça para piano, que executou no Festival de Teclas da escola. Mais tarde, compôs uma Sonatina para violino e piano, que viria a estrear no Festival da Composição 2014 da Escola Superior de Música de Lisboa, em que tocou com o pianista Filipe Tordo no Auditório Vianna da Motta. Em novembro de 2012, escreveu uma Fantasia para piano solo, que tocou numa audição de piano da classe da sua professora. Fez também um arranjo desta última Fantasia para quarteto de cordas, que foi executado pelo quarteto que integrou no ano letivo de 2012/2013 como primeiro violino. Com este quarteto, trabalhou o Quarteto no. 2 de Borodin. Em 2013 ingressou na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), na Licenciatura em Violino, na classe do professor Gareguin Aroutiounian e mais tarde na classe da professora Ana Beatriz Manzanilla. Foi aluna de Irene Lima e Paulo Pacheco (Música de Câmara) e Bin Chao (Violino, 2o e 3o anos). Em 2015, foi selecionada para tocar a solo com a Orquestra Sinfónica da ESML. Foi solista da Camerata Gareguin Aroutiounian, tendo-se apresentado nas Ruínas do Carmo, Grande Auditório da ESML e Palácio da Ajuda. Concluiu a Licenciatura com a classificação final média de 17 valores. No domínio da Música de Câmara, apresentou-se em recital com o Trio Arcádia (Rita Mendes, flauta e Christopher Müller, piano) na sala de Espelhos do Palácio Foz, no Jardim de Inverno do Teatro S. Luiz e no Salão Nobre da Academia de Música de Santa Cecília. Com o pianista Diogo Simões, tocou Fratres, de Arvo Pärt, no Grande Auditório da ESML, e a Sonata no 5 Primavera de Beethoven. Em 2016, interpretou o Quarteto das Dissonâncias de Mozart e o Gran Quintett de Bottesini como primeiro Violino do Quarteto Cavaletto. Em 2014, foi selecionada para integrar um pequeno grupo de alunos da ESML para participar no Festival Musicales de Grillon, que junta jovens músicos alemães, franceses e portugueses em França. Foi admitida, através de provas práticas, ao Curso de Mestrado em Ensino de Música para o ano letivo 2016/2017 na Escola Superior de Música de Lisboa, continuando a estudar com Bin Chao. Terminou o referido curso com classificação final de 18 valores, tendo obtido 19 valores no Relatório de Estágio, intitulado “O ensino/aprendizagem do violino em alunos com necessidades educativas especiais: o caso particular de alunos com dislexia diagnosticada”, sob orientação do Professor Doutor Tiago Neto. Foi membro efetivo da Orquestra Sinfónica Juvenil desde 2009 a 2017 e concertino de abril de 2016 a setembro de 2017. Foi bolseira da Fundação GDA na temporada 2015/2016. Colaborou com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Sinfónica de Cascais, Lisbon Film Orchestra, Orquestra de Câmara de Sintra, entre outras. Já teve oportunidade de trabalhar com maestros como Lawrence Foster, Jean-Marc Burfin, Osvaldo Ferreira, Christopher Bochmann, Vasco Pearce de Azevedo, Paulo Lourenço, Werner Pfaff, Joana Carneiro, Pedro Amaral, Giancarlo Guerrero, Hannu Lintu, Frédéric Chaslin, Pedro Neves, Karl-Heinz Steffens, Claudio Scimone, Miguel Henriques, Paul McCreesh, entre outros. Foi professora de Violino e Piano na Academia de Música Duarte Costa de 2016-2018 e no Estúdio Mousiké de 2018 a 2021. Paralelamente, tem preparado alunos de modo particular para o ingresso em instituições de Ensino Especializado da Música, nomeadamente Instituto de Música Vitorino Matono, Instituto Gregoriano de Lisboa, Escola de Música do Conservatório Nacional e Academia de Música de Santa Cecília. Realizou o exame de inglês First Certificate in English, nível B2, no qual obteve a Grade B, e o exame de francês DELF, nível A2, na qual obteve a classificação de 87,50/100 pontos. Tem excelente nível de inglês falado e escrito e um bom nível de francês. Domina programas como Word, Excel, Powerpoint, Sibelius e Finale.